Há um pensamento que circula por aí que diz que o feito é melhor que o bem feito. E isso suscita a influenciadores (que, por não terem experiência na área, não são mentores) a dizerem que as pessoas devem colocar suas ideias em prática sem ficar esperando o melhor momento.

Dizem também, e aí com razão, que há pessoas que se escondem no planejamento para não começarem. Pensam demais e ficam esperando o momento.

Já dizia Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Importante entender que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não podemos misturá-las.

São 5 possibilidades: fazer de qualquer jeito, sem as condições mínimas; fazer com as melhores condições possíveis; fazer com as condições mínimas; não fazer, se escondendo (dando desculpas); não fazer, ainda, buscando oportunidades, preparando as condições.

Ponto de partida

Claro que, se tivermos as melhores condições, ótimo! Essa situação é rara, quando se inicia um pequeno negócio, uma nova profissão. Então, há condições mínimas necessárias para se empreender. Elas existindo, não há motivo de não começar.

Segundo dados do Sebrae, quase 25% das empresas fecham nos 2 primeiros anos de vida. No início dos anos 2000, chegava a quase 50%.

Taxa de mortalidade das empresas
Taxa de mortalidade das empresas no Brasil (Tradicional em 2 anos; Franchising em 5 anos)

Quando vamos para o setor de franquia, esse número cai para 8% a cada 5 anos (comparando, grosso modo, também nos 2 primeiros anos, é como se fosse em torno de 3% de taxa de mortalidade).

Por que a diferença?

O conhecimento, a análise de cenários, o preparo empreendedor fornecido pela franqueadora, as condições mínimas de aceitação de proposta que ela tem (tempo de dedicação do investidor franqueado ao negócio; se tem o capital para investir; nível de competência em função das capacitações ministradas etc.).

É estranho existir faculdade de Administração, MBAs, Mestrados, Doutorados etc., e as pessoas acharem que basta ter uma ideia e começar. Por que será que estudamos análises de ambiente, gestão estratégica, da qualidade, de pessoas, comercial, vendas, marketing e liderança?

Isso tudo é perda de tempo? Pois bem, não sou em quem diz. Os números dizem.

Sun Tzu, há mais de 2500 anos, expôs estratégias para a guerra. Podemos utilizá-las na vida e nas organizações. Vou falar sobre elas nas próximas semanas.

Então cuidado: o bem feito é melhor do que o feito; O feito, com condições mínimas, é melhor do que o não feito (aqui, sim, não espere o bem feito); o feito só é melhor do que bem feito não feito.

Sem condições necessárias, é questão de se preparar melhor e criar as condições mínimas necessárias. Sem tê-las, é melhor não fazer, ainda.

Pense nisso, se quiser, é claro!

Prof. Ms. Coltri Junior é estrategista organizacional e de carreira, palestrante, adm. de empresas, especialista em gestão de pessoas e EaD, mestre em educação, professor, escritor e CEO da Nova Hévila Treinamentos. www.coltri.com.br; Insta: @coltrijunior

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